O desafio
atual é preparar as pessoas para a inovação inerente ao progresso tecnológico, para
evoluírem e adaptarem-se à constante mudança. Evoluir no sentido de “privilegiar
mais a imaginação, a criatividade, a comunicação, o trabalho em equipa” (Ramos,
2007) e as capacidades dos alunos para dentro da escola, “estabelecendo ligação
entre as matérias ensinadas e a vida quotidiana dos alunos” (Delors, 2006).
As escolas
deveriam aproveitar a diversidade a que está sujeita e torná-la “num factor positivo de coesão e compreensão mútua
entre os vários agentes envolvidos no processo educacional” (Ramos, 2007). Dá-se demasiada importância ao conhecimento abstrato, que leva o aluno a
descartar o conhecimento passados uns dias, sendo vítimas do empilhamento de
conteúdos, que o currículo atual propicia.
A escola
atual tem vindo a promover a competição e individualismo. Veja-se a competição
pouco saudável para a entrada em determinados cursos de ensino superior.
O
professor é “aquele que ajuda os seus alunos a encontrar, organizar e gerir o
saber”, para que, mais tarde, os alunos sejam “capazes de prever e adaptar-se
às mudanças, continuando a aprender ao longo da vida” (Delors, 2006).
Os preditores
de insucesso escolar exigem hoje mais do professor. É urgente libertar os professores de tarefas administrativas
que, nalguns casos, parece tratar-se de autoflagelação ou refúgio por parte das
lideranças. Canalizar esse esforço naquilo que realmente importa, que é a sala
de aula, parece-me urgente. Relacionar o impato dos projetos e como se
relacionam com o currículo é outro aspecto relevante a ter em consideração para
se caminhar para uma (possível) mudança de práticas. Para melhorar a sala de
aula, a escolas devem promover a formação aos/entre professores, de modo a
alargar o espectro de conhecimentos, e desenvolverem-se profissionalmente, numa
comunidade de aprendizagem.
"Temos
um sistema de ensino do século XIX, ministrado por professores do século XX e
frequentado por alunos do século XXI" (Fernandes, 2016)
Delors, J., et al. (2006) Educação, um tesouro a descobrir: relatório
para a UNESCO da Comissão Internacional sobre educação para o século XXI. 10.º
Edição. São Paulo/Brasília: Cortez/MEC/UNESCO.
Fernandes, J.M. (2016, 19 de outubro). Sistema de ensino está obsoleto e
modelo de docência já não serve. Jornal Diário do Minho, p.5.
Ramos, C.
(2007). Aspetos contextuais dos Sistemas Educativos. Lisboa: Universidade
Aberta.
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