As
teorias da reprodução social evocam que as crianças de culturas heterogéneas
fazem aprendizagens diferenciadas, em que umas são mais beneficiadas que
outras, estando assim em desigualdade face à escola e à cultura que transmite.
Os
aspectos organizacionais não podem servir de atrito para o sucesso dos alunos
e, como tal, urge cogitar sobre as faces da escola enquanto organização. Os
preditores de insucesso escolar exigem hoje mais do professor. É urgente
libertar os professores de tarefas administrativas que, nalguns casos, parece
tratar-se de autoflagelação ou refúgio por parte das lideranças. É urgente
canalizar esse esforço na formação, na articulação, na colaboração e no
desenvolvimento profissional.
Relacionar
o impacto dos projetos e como se relacionam com o currículo é outro aspeto
relevante a ter em consideração para se caminhar para uma (possível) mudança de
práticas. Para melhorar a sala de aula, a escolas devem promover a formação
aos/entre professores, de modo a alargar o espectro de conhecimentos, e
desenvolverem-se profissionalmente, numa comunidade de aprendizagem.
A
emergência das tecnologias digitais oferece uma oportunidade para
desenvolvimento de novas práticas colaborativas, assentes numa comunidade de
prática. Este avanço tecnológico marca também as organizações educativas,
obrigando-as a alterar as suas estruturas e fundamentos organizativos onde as
teorias tecnológicas passam a fazer parte das teorias da educação.
Desde
sempre que a tecnologia intervém a relação do homem com a natureza, mas na
sociedade atual é muito mais visível e está presente em quase todos os aspetos
da vida profissional, pessoal ou familiar.
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